domingo, 25 de maio de 2014

Obeso bate "junk food" no liquidificador para enganar balão no estômago

Essa reportagem é pra vc que acha que a cirurgia é um milagre e funciona pra todo mundo. Os desafios são enormes e, depois de operado, não dá mais pra voltar!

McDonnell com 200 quilos.
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Desde criança, a vida do enfermeiro britânico Chris McDonnell, de 31 anos, resume-se a "comer e respirar". "Tentei fazer dieta milhares de vezes, mas eu amo comida", ele diz. "Comer é a coisa mais importante da minha vida." Habituado a uma dieta de nada menos que 15 mil calorias por dia, Mc Donnell atingiu, aos 24 anos, 190,5 quilos.
Há cinco anos, ele foi submetido a uma cirurgia para redução do estômago. Nos dois anos seguintes à intervenção cirúrgica, McDonnell emagreceu 80 quilos, o equivalente à metade de seu peso anterior. Passou ainda por algumas cirurgias para remoção do excesso de pele e, mais recentemente, para a inclusão de um balão no estômago.  Após as intervenções cirúrgicas, o enfermeio diz que ficou irreconhecível. "O resultado apareceu muito rápido", diz ele. Seu corpo estava mudado. Seu vício em comida, não.
"Queria ser magro e, ao mesmo tempo, conseguir comer o tanto que comia antes", diz McDonnel. "Ficava muito frustrado em ver meus amigos comendo um kebab inteiro e eu não aguentar comer mais que algumas mordidas. Aquilo me deixava muito decepcionado." O enfermeiro chegou a procurar seu médico duas vezes para pedir que tirasse o balão de seu estômago, para que ele conseguisse voltar a comer como antes.

Um kebab batido no liquidificado!

Há um ano, ele adotou uma estratégia para "enganar" o balão que tem no estômago e poder comer sem vomitar. Para alimentar o vício, o enfermeiro passou a bater comidas altamente gordurosas e calóricas, como hambúrgueres, kebabs, pizzas, barras de chocolate e batatas-fritas, no liquidificador, já que tem mais facilidade para digerir alimentos líquidos. O "truque" funcionou. Desde então, ele engordou mais 60 quilos.
Para McDonnell, a cirurgia bariátrica não resolveu seu problema contra a obesidade porque seu vício em alimentos gordurosos não foi tratado. "O meu problema [de obesidade] não está no meu estômago, mas no meu cérebro", afirma o enfermeiro ao jornal britânico Mirror. "Tenho certeza de que não sou o único paciente que passou pela redução de estômago que volta a comer como antes."
Após a divulgação do caso na internet, choveram críticas a McDonnell, pois sua cirurgia bariátrica fora custeada pelo governo do Reino Unido. "Se eu tivesse de pagar pela cirurgia, teria de desembolsar £9.000 (o equivalente a R$ 33,5 mil). Não acho errado o governo ter arcado com minha operação, pois trabalho desde os 16 anos de idade e sempre paguei meus impostos."


Tirei a reportagem daqui.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Domingo no Parque

 Fui a Belo Horizonte esse fim de semana e no domingo, sem querer, nos deparamos com o lindo Parque de Diversões. Logo de cara, uma enorme roda gigante! Muita criança correndo, balões coloridos e gente feliz! Aqui na minha cidade há muitos anos não vou à parques, mas tenho péssimas recordações da minha última ida: alguns brinquedos não me cabiam, as travas não fechavam direito, o cinto de segurança da montanha russa não transpassava pela minha cintura, nos brinquedos que cabiam duas pessoas eu acabava andando sozinha, as entradas pros brinquedos eram estreitas e as cadeiras muito finas.
Mas ontem foi tudo muito diferente! Chegamos e fomos na roda gigante: a entrada para a cabine era estreita, mas passei com facilidade!
Depois fomos no carrinho de batida: o cinto de segurança me prendeu tranquilamente!
Em seguida, entramos no barco Viking e a cadeira parecia que foi feita especialmente pra mim. Além da trava ter se fechado com sobra.
E por fim seguimos pra uma pequena montanha russa e coube eu e minha irmã no mesmo acento!
Resultado: felicidade pura! Achei que nunca mais fosse me divertir num lugar desses...
Foi muito legal poder sentar ao lado do meu sobrinho e me divertir com ela no parque. Fico feliz em pensar que poderei fazer isso também com meus futuros filhos.
A obesidade me tirou essa alegria por um tempo, mas a gastroplastia me devolveu esses momentos! Só tenho a agradecer!
Como imagens valem mais que mil palavras, seguem algumas fotos pra comprovar meu sorriso sincero e gigante!
 #estomagonovovidanova
Roda gigante

Barco Viking

Parque de Diversão!

Montanha Russa

Montanha Russa

Carrinho de Batida

Carrinho de Batida

domingo, 27 de abril de 2014

Antes e Depois

Esse fim de semana aconteceu aqui em Juiz de Fora/MG mais uma corrida do ranking da prefeitura: a Corrida da UFJF.
Desde que operei, optei pela corrida como atividade física. E é sempre muito legal participar desses eventos. Essa foi especial porque meus pais foram também! Foi lindo!
Minha irmã também correu, mas não foi a primeira vez... de qualquer forma fiquei muito contente pela cia dela!

Mãe e Pai

Eu! Viva!

Irmã

E fazia um tempinho que não postava um antes e depois aqui... lá vai!




Felicidade pura!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

O desafio da alimentação saudável

(Aqui vou falar algumas coisas bacanas sobre alimentação, mas no meu Instagram eu sempre posto receitas legais e saudáveis. Segue lá: @carol_estomagonovovidanova )

Desde que operei, me alimentar de forma saudável tem sido um desafio!
Primeiro porque tive que descobrir o conceito de "saudável", quantidades e a qualidade do alimento. Já citei várias vezes aqui que comia arroz, batata frita e macarrão tudo junto, no mesmo prato. Não tinha a menor ideia do que era carboidrato e do que aquilo implicava no meu corpo. Já contei aqui também que meu maior ganho de peso foi após meu casamento: engordei 35 quilos e menos de 2 anos. Casei com 95 quilos e quando fui operar estava com 130!
Acho que essa 'engorda' depois do casório aconteceu porque eu, que não entendia nada sobre alimentação saudável, passei a cozinhar com mais frequência. Antes de casar comia o que minha mãe preparava... mas agora eu também tinha essa responsabilidade na minha vida matrimonial.
Os congelados estavam sempre presentes. Arroz nunca faltava. Pizza, hambúrguer e cachorro quente revesavam no cardápio da semana. Uma beleza!
Depois da cirurgia, vejo como é difícil ter uma alimentação saudável!
As verduras e legumes duram muito pouco tempo... vc tem sempre que estar comprando porque elas estragam com muita facilidade! E depois de comprar? Não é só tirar a tampa e deixar por 8 minutos no microondas! Tem que lavar, deixar de molho, lavar de novo e guardar. Ou então: tem que descascar, picar, cozinhar, temperar ou refogar. Ufa! Lendo assim parece até que é fácil, né? Mas não é!
Na correria do dia a dia acabei desenvolvendo algumas técnicas e vou dividir com vcs.

Aqui vou falar algumas coisas bacanas sobre alimentação, mas no meu Instagram eu sempre posto receitas legais e saudáveis. Segue lá: @carol_estomagonovovidanova

Uso o sábado e domingo para tentar preparar tudo para os dias de semana.
E tenho alguns acessórios que me auxiliam!
Esse picador de legumes deixa as cenouras, abobrinhas, chuchus e abóboras cortadinhas em tirinhas. Assim fica mais fácil cozinhar e mais bonitinho na hora de servir. Uso muito esses 4 legumes que citei! E tudo que pico no fim de semana, guardo em potinhos bem tampados e vou cozinhando durante a semana. Algumas vezes nem chego a cozinhar: jogo um filetizinho de azeite na frigideira e jogo os legumes ali, só pra dar uma grelhada. Faço muito isso com quiabo, cenoura e vagem! Eles ficam crocantes e muito saborosos!




Esse ralador também é bem útil. Quando faço lasanha de berinjela ou abobrinha, corto em tiras bem finas usando ele!

Eu sou marmiteira: levo almoço todo dia pro trabalho. Já deixo algumas porções inclusive servidas nos potes, pronto para serem carregados. E pra ajudar, essa bolsinha que cabe direitinho dois potinhos!


E olha... haja pote aqui em casa! hahaha
Na geladeira, sempre tenho melão ou melancia picados. Facilita bastante!


E não só de legumes vive a Carol aqui! Pra preparar as carnes uso muito duas opções: frango e carne moída. 

Pra fazer o frango (gosto muito de coxa e sobrecoxa) uso o tal do "Meu Frango" da Knnor. Vem um saquinho com um lacre e mais um envelope com tempero. Não uso sempre o tempero que vem porque acho muito artificial... prefiro um alho com sal ou só sal mesmo. É super prático! Dá pra colocar no forno e ir tomar banho, por exemplo. Em 30 ou 40 minutos fica pronto! Super suculento.





Pra preparar a carne moída, faço duas coisas diferentes: hambúrguer (só o bife de hambúrguer, tá? rsrs) e rocambole. Pra qualquer um dois dois eu tempero a carne moída com Creme de Cebola (eu sei que é muito artificial, mas a cebola e alho deixam um gosto muito forte, então essa acaba sendo muita opção. Aceito sugestões!). 
Pro rocambole, eu uso algum recheio: alho poró, muçarela, ricota, requeijão... depende do que tem na geladeira e do astral! Abro a carne moída, coloco o recheio e depois enrolo o "bichinho". 
Pra fazer o hambúrguer, é só moldar a carne moída temperada. Eu faço uns 4 rocamboles e vááááários hamburguinhos desses e faço sabe o que? CONGELO! Dura semanas! É ótimo! Depois é só descongelar e colocar no forno! Sensacional! Segue uma foto do rocambole aí embaixo!



Ufa! Acho que chega!

Só queria dizer que sem planejamento tudo fica mais difícíl. A gente sempre acha uma coxinha e refrigerante por perto... são raros os lugares que servem uma salada de fruta ou coisa do tipo. 
Se não tivermos opções saudáveis por perto, fica quase impossível manter qualquer reeducação alimentar.
Espero que tenham curtido as dicas! 

terça-feira, 25 de março de 2014

Para as mamães de plantão!


Como eu adoro números, resolvi postar essa reportagem. Tirei ela daqui daqui!

Pais demoram a perceber que filhos estão acima do peso, diz especialista

POR FABIANA FUTEMA
25/03/14  07:33


Os pais demoram a perceber que seus filhos estão obesos ou com sobrepeso. A endocrinologista infantil Karina Frade diz que a maioria se preocupa mais com que o filho deixa de comer do que com seu eventual excesso de peso.
“A maioria chega dizendo: ‘esse menino não come nada, deve estar com anemia. Aí a gente faz o cálculo de massa corporal e descobre que a criança já está com sobrepeso” diz ela.
O cálculo de massa corporal infantil não é o mesmo dos adultos. (Achei que não valia a pena colocar aqui a fórmula para os pais não saírem ensandecidos por aí fazendo contas. Na dúvida, fale com seu pediatra).
Karina diz que quanto antes os pais diagnosticarem e tratarem a obesidade ou sobrepeso da criança, melhor será.
O diagnóstico inclui exames clínicos e laboratoriais que vão investigar se a criança tem alterações hormonais, por exemplo, que interferem no ganho de peso.
Se os exames não indicarem nenhum desvio, Karina diz que é grande a chance do ganho de peso ter causas familiares. “Está comprovado que se um dos pais é obeso, a criança tem 50% de chance de ser obesa. Se os dois forem obesos, esse risco sobe para 80%.”
Outra causa, segundo ela, é a dieta alimentar da criança. “Às vezes a mãe diz que o filho não come nada. Mas o pouco que come é altamente calórico e provoca o ganho de peso.”
Segundo Karina, o tratamento inclui mudança de hábitos físicos e alimentares. “Quanto antes começar, melhor será. Criança aprende muito rápido. Deve ser estimulada a ter uma alimentação balanceada e a fazer exercícios.”
Pesquisa divulgada neste ano pelo “New England Journal of Medicine” com 7.000 crianças dos EUA revelou que um terço das crianças que estavam acima do peso no jardim da infância continuavam obesas quando chegavam à oitava série. Uma das conclusão dos autores do estudo era que as políticas públicas de combate à obesidade precisam começar mais cedo.
Dificuldade
Levantamento de 2012 da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo mostrou que 40% das crianças e adolescentes abandonaram o tratamento contra a obesidade antes da sua conclusão no ambulatório de nutrição do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.
Das 51 crianças e adolescentes que passaram por tratamento no ambulatório, 20 interromperam o tratamento.
Nas crianças e jovens que terminaram o tratamento, 40% obtiveram redução nos fatores de risco. Outras 40% mantiveram os fatores e 20% chegaram a ter aumento dos fatores de risco.


quarta-feira, 5 de março de 2014

Desabafo!

Nem acredito que to por aqui de novo. Dessa vez sem fotos. Vindo mais para dar notícias e desabafar um pouco. Estou precisada! rsrs
Fiz dois anos de cirurgia mês passado. Não passei aqui para comemorar. Não é que eu não esteja feliz... eu estou! Eliminei ao todo 50 quilos e estou muito bem. Mas aos 2 anos, muitos já estão na sua meta e fazendo as plásticas, e eu parei aí. Ainda preciso perder cerca de 10 quilos. Tenho conseguido manter o ponteiro da balança nos 80 tranquilamente... mas não consigo fazer esse ponteiro descer. Sei meus erros e acertos. Mas sempre arrumo uma desculpa e me saboto na alimentação: "hoje é sexta", "hoje o dia foi estressante", "estou viajando e vou comer qualquer coisa". Sabe? Tá na cara que é desculpa esfarrapada! Não sei como eu mesma caio nessas besteiras que minha cabeça arma para mim mesmo.
Eu esperava que nessa época eu também estivesse indo pelo caminho das cirurgias... mas isso não aconteceu. Rola um sentimento de frustração e desânimo. Rola uma vontade de dizer: "chega! já emagreci 50 quilos e tá bom; Não vou mais me preocupar". Mas eu sei que não chega. Eu não me mutilei para ficar no meio do caminho. Eu não vim até aqui para desistir agora.
Sempre fico tentando analisar onde foi que eu errei ou o que eu poderia ter feito de melhor para ter alcançado minha meta aos 2 anos de cirurgia. Vejo alguns erros, mas vejo muitos acertos. Chego a conclusão de que minha vida alimentar era errada demais e acho que eu nunca (exagero da minha parte esse "nunca") vou conseguir regrar minha alimentação sempre e pra sempre. Vou deslizar com frequência, mas vou saber que estou deslizando (coisa que antes não acontecia). Ainda tenho vontade de comer Mc Donalds e ir a um rodízio. Consigo inclusive comer como algumas pessoas normais. Mas sei que preciso voltar minha atenção e marmita para as frutas, legumes e verduras. Minha geladeira não fica sem um cenoura, mas de vez em quando não exito em comprar uma batata frita congelada.
Mas enfim...
O fato é que depois de algum tempo, tudo vira muito rotina: dumping com pão de queijo (ou biscoito de polvilho), beber pouco e ficar alta facilmente, entrar nas lojas e ter roupa do seu tamanho... isso tudo se torna comum e não consigo mais vir aqui postar no blog. Acho que já falei sobre esses assuntos e fico desmotivada em vir aqui repetir.

E quanto mais o tempo passa, mais eu acredito na premissa de que a cirurgia não faz milagre. O milagre está dentro de vc e nas suas atitudes.

Essa postagem é mais um desabafo. Não estou triste nem desmotivada. Ainda vou perseguir e alcançar minha meta. Apenas queria colocar algumas coisas pra fora! Obrigada por me "ouvirem".

sábado, 26 de outubro de 2013

Apenas uma cirurgia!

 Não sei se vcs estão acompanhando, mas a presidente da Argentina Cristina Kirchner fez uma cirurgia no cérebro há uns dias atrás.
Lendo os noticiários, a gente vê uma notícia na véspera "Cristina irá operar amanhã" e no dia da cirurgia "A cirurgia foi bem sucedida."
Pronto. Duas informações soltas e pra quem tá assistindo de longe (literalmente) são suficientes.
Quando li essa reportagem, logo fiz uma relação com a minha redução de estômago.
Só quem se submete a uma cirurgia sabe quanto tempo demora entra a frase "irá operar amanhã" e "foi bem sucedida". Não é um dia comum. Não são só 24 horas. São minutos que duram uma eternidade, que não passam nunca... 
É a preparação para a operação, o jejum, toda a papelada de internação, preocupação dos familiares e amigos... tantos fatores junto num dia. É um dia super longo e recheado de ansiedade! 

Pra quem ainda vai fazer a bariátrica: vai na fé! Confie na sua equipe médica, siga todas as orientações que são passadas e vai em frente! Serão dias de muita expectativa mas que trarão muitos benefícios. Vale a pena!

Eu no dia da minha cirurgia, ainda no hospital
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Eu com o mesmo pijama curtindo minha "magreza" com meu sobrinho!


Obesidade nunca mais!

Hoje a postagem é curta:

Não sou mais OBESA!
Meu IMC (Índice de Massa Corporal) agora é de SOBREPESO!
50 quilos jogados no lixo!

EU CONSEGUI!!!

Contagem regressiva: Agora só faltam DEZ quilinhos (no diminutivo mesmo)




domingo, 20 de outubro de 2013

O preço que se paga às vezes é alto demais!

Quem conhece essa música dos Engenheiros do Hawaii?!

O Preço
O preço que se paga às vezes é alto demais
É alta madrugada, já é tarde demais
Pra pedir perdão...Pra fingir que não foi mal
Uma luz se apaga no prédio em frente ao meu
"sempre em frente" foi o conselho que ela me deu
Sem me avisar que iria ficar pra trás
E agora eu pago meus pecados
Por ter acreditado que só se vive uma vez (2x)
Pensei que era liberdade
Mas, na verdade, eram as grades da prisão
O preço que se paga às vezes é alto demais
É alta madrugada, já é tarde demais
Mais uma luz se apaga no prédio em frente ao meu
É a última janela iluminada
Nada de anormal...Amanhã ela vai voltar
Enquanto isso eu pago meus pecados
Por ter acreditado que só se vive uma vez (2x)
Pensei que era liberdade
Mas, na verdade, me enganei outra vez
Eu pago meus pecados
Por ter acreditado que só se vive uma vez (3x)
Pensei que era liberdade
Mas, na verdade, era só solidão

Essas frases em negrito mexem comigo. "Pensei que era liberdade, mas na verdade eram as grades da prisão". 
Assim era eu com meu estômago. Eu achava que era livre. Comia o que eu queria, quando queria na quantidade que eu queria e achava que isso era liberdade. Isso pra mim era liberdade.
Pensar em reduzir o estômago, me limitar e não poder comer as coisas que eu queria era algo que nunca passou pela minha cabeça. Como assim eu não teria mais a minha liberdade?! 

Mal sabia eu que aquilo que eu chamava de liberdade eram na verdade as grades da prisão. O preço que se paga as vezes é alto demais. Paguei com meu corpo. Aquilo que eu priorizava e colocava como importante era o que me mantinha numa eterna cadeia. Eu tinha um sentimento que chamava de felicidade, mas na verdade eu não sabia o que era felicidade de verdade. Felicidade e liberdade é o que eu tenho hoje, mesmo com o estômago todo grampeado e limitado. 

Conclusões que a vida vai fazendo a gente chegar...

Viva meu estômago pequeno!

Dançar, Dançar e Dançar!

Ontem fui a um casamento. E depois do casamento, houve uma recepção. Gente! Eu dancei tanto! Tanto, tanto, tanto!
Mas foi uma dança diferente, sabe? As músicas eram as mesmas de sempre, mas eu dancei como nunca dancei na minha vida. Não estou dizendo de passinhos ou coreografias... estou dizendo de dançar de verdade!
Eu não sei se eu vou conseguir explicar a sensação que foi sambar de salto. Eu percebi que, na verdade, a vida inteira eu só "ensaiei" sambar e que ontem foi minha grande estréia! Eu nunca dancei com tanta felicidade e plenitude.
Lembrei do ultimo casamento que eu fui antes de operar. O casamento havia sido lindo e a festa estava ótima. Mas eu não consegui curtir. Eu tentei! Coloquei óculos de plástico, bebi um pouco e até dancei. Mas era aquele "ensaio" só, sabe? Não era de verdade! Não era pleno! Era só um balançado cheio de vergonha e receio.
To aqui escrevendo e chorando, de tanta emoção! Como foi importante pra mim estar nessa festa ontem e ter dançado como eu dancei! Sou realmente uma nova mulher que tem uma nova vida! Eu não queria parar! Não queria ir embora!
Aí embaixo vão algumas fotos do casamento que fui antes da cirurgia e o casamento que fui ontem. Sintam a diferença!

Ah! A balança bateu nos 80,9 kg e eu não acreditei! Já se foram 49 quilos!!! Quase DEZ sacos de arroz!



Casamento de ontem - eu e o marido.


Casamento de ontem - vcs não estão com problemas de vista não!
A foto está assim mesmo!

Casamento de ontem - Eu passei de baixo da cordinha!

Casamento de ontem. - Passei mesmo! :)

Casamento de antes da cirurgia - eu e o marido!

Casamento de antes da cirurgia - até tentei aproveitar!

Casamento de antes da cirurgia 

Casamento de antes da cirurgia - olha o tamanho do braço!



sábado, 28 de setembro de 2013

Vigilantes do Peso

Atenção! Essa postagem é da série "quer textos curtos, vá para o Twitter!" hahahahaha


Essa semana aconteceu uma coisa muito curiosa e vou compartilhar com vcs! 
Eu sempre fui gorda e já tentei várias alternativas pra emagrecer antes de chegar a redução de estômago. Quanto eu tinha uns 13 anos comecei a frequentar os Vigilantes do Peso. São reuniões semanais onde são feitas palestras motivacionais e sempre com um tema bacana sobre alimentação saudável. As pessoas se pesam semanalmente e o pessoal dos Vigilantes vão acompanhando seu emagrecimento. Eu frequentei lá junto com a minha mãe em 1998 mais ou menos. Lembro que funcionou muito! Tanto pra mim quanto pra ela. Eu emagreci uns 8 quilos eu acho. Me recordo também que a palestrante falava lá na frente: "Fulana emagreceu 2 quilos!" e todo mundo aplaudia! E aqueles que não emagreciam ou engordavam, não levavam aplausos... pra manter o sigilo, o nome da pessoa nem era falado lá na frente. Mas como eram poucas pessoas (umas 15) por reunião vc acaba vendo quem não foi aplaudida e consequentemente ficava sabendo que aquela pessoa havia engordado (ou mantido o peso). Eis que um dia eu engordei, e não fui aplaudida. Fiquei me sentindo muito humilhada e muito mal. Eu queria que a reunião acabasse logo pra eu poder me esconder em qualquer canto por ter engordado. Claro que existe uma carga dramática aí enorme! Eu tinha apenas 13 anos e não tinha a menor maturidade pra lidar com esse fracasso. A culpa de ter engordado era minha. Mesmo tendo funcionado por algumas semanas, e me feito emagrecer esses 8 quilos, bastou dar errado e eu já desisti.

Porque tô contando isso?!

Minha mãe é obesa e agora está procurando emagrecer (Não... ela não pensa em fazer redução de estômago!). Vi que algumas amigas do trabalho estavam emagrecendo e fui perguntar o que elas estavam fazendo. Adivinha o que responderam? Vigilantes do Peso. 
Achei legal e comentei com a minha mãe e ela animou de ir em uma reunião pra ver como estava o método atual. Resolvi ir com ela nessa primeira reunião.

Achei a palestra bem interessante. Os Vigilantes utilizam atualmente um formato de PróPonto: vc tem uma quantidade definida de pontos que pode consumir e tem uma tabela com o valor de cada alimento. Nessa tabela (que é um livrinho, na verdade) tem todo tipo de comida, desde alface até biscoito recheado. Vc pode comer de tudo, mas tem que ser balanceado. Nessa reunião que fui eles falaram sobre lanches e deram algumas sugestões de receitas. 

Foi tudo lindo, mas quando me dei conta de que eu estava numa reunião dos Vigilantes do Peso me bateu a maior "deprê"! Me senti exatamente como me senti na primeira reunião que engordei, lá em 1998! Sensação de "o que eu tô fazendo aqui?!". Sensação de fracasso total - não me perguntem porque! Junto com as lembranças das reuniões, emagrecimentos e 'engordamentos', veio na minha cabeça tudo que eu passei (e o que eu deixei de passar também) por ser gordinha.

Depois que saí de lá, ainda meio abalada e tristinha, fiquei pensando naquela época da minha adolescência e como eu ficava triste por ser gorda. De tanto pensar, cheguei a conclusão óbvia: o problema não era o método de emagrecimento, e sim eu! 

E parece que me curei do "trauma" que eu tinha com os Vigilantes do Peso e fiz as pazes com essa parte do meu passado. Isso inclui um perdão de mim para mim mesma. Me perdoar por ter sido uma criança frágil e compulsiva, e não ter tido maturidade nenhuma para lidar com isso. O que se esperar de uma menina de 13 anos? Eu precisava de ajuda e acho que não sabia aproveitá-la quando ela aparecia.

Hoje to seguindo um pouco da dieta sugerida pelos Vigilantes, mas não frequento as reuniões. Com isso, tenho ajudado e acompanhado de perto o regime da minha mãe. E é com muito alegria que eu conto pra vcs que ela perdeu 800 gramas na última semana! É muito pouco diante do que ela realmente precisa perder, mas a contagem começa sempre do 0, e não do 20!

A grande novidade é que voltei a emagrecer lindamente! Já se foram 1,5 quilos nos últimos dias e agora já somam 48,5kg a menos! Já posso até dizer "quase 50!" hahaha
Queria agradecer principalmente à Mônica e Roberta, minhas amigas de grampo, que me ouvem diariamente e me dão muita força! Obrigada meninas! Dedico essa perda à vcs! hahahaha

Pra não ficar só um texto enorme, taí uma blusa que já tá virando vestido!





sábado, 21 de setembro de 2013

Motivação ou comodismo?!

As montagens de antes e depois sempre foram motivos de grande orgulho pra mim. Olho e vejo: "caramba! já emagreci muito." Penso como eu era gorda e como cheguei naquele ponto. É triste, mas logo passa quando vejo as fotos de agora. 
Acontece que venho percebendo que essa motivação toda estava se transformando em comodismo. Ao invés de pensar que "emagreci, mas ainda preciso emagrecer mais" eu parava no "emagreci". Era como se o que eu tivesse emagrecido já fosse o suficiente. Eu fazia as montagens e pensava que já havia perdido 47 quilos e isso já era um grande feito. Acontece que o grande feito é emagrecer 60, e não 47. Faltam 13 ainda, galera! Mais que precisar, quero muito alcançar minha meta. E só depende de mim.
Vou chegar lá. Sem comodismo agora! E sem pensar no possível grande feito que já realizei. Tenho que valorizar sim tudo que já passei... mas ficar olhando só pra trás não vai me trazer futuro.
Então além de um antes e depois, vou fazer um "depois e mais que depois".

Colocar a Fernada Souza é muita pretensão, eu sei! A ideia não é ficar igualzinha ela... mas é me mostrar que apesar do grande caminho que já percorri, existe um grande caminho ainda a ser percorrido! Ainda tenho que mudar muita coisa por aqui! Fernanda Souza, aí vou eu!


Eu e meu futuro eu. :)



À esquerda, 129 quilos, à direita 83.


À esquerda, 129 quilos, à direita 83.


domingo, 15 de setembro de 2013

Platô, seu lindo! (Tem alguém aí ainda?!)

Cof, cof, cof!!! Quanta poeira por aqui... Tem alguém aí ainda?! 2 meses sem postar! Que coisa feia.

Além do motivo óbvio da falta de tempo, o motivo maior por não estar escrevendo é o tremendo platô que me pegou.
Não saio da casa dos 83 quilos. Tá tenso.

O que eu percebo é que minha alimentação mudou desde que operei. É difícil eu fazer alguma refeição e não comer alguma salada. Mas ao mesmo tempo tenho conseguido comer bem mais. Meu prato tem dado 300 grs com facilidade. Mesmo que não sejam 300grs de arroz, macarrão e batata, são 300grs. E isso já uma quantidade normal. Não me sobressaio mais quando almoço com meus amigos. Como como uma pessoal que não fez bariátrica.
Outro ponto é que tenho comido doce com frequência. Umas 3 vezes por semana, por exemplo. E pra comer doce isso tudo de vez por semana, a alimentação tem que tá muito em dia... o que não é meu caso.

Mas não quero ficar justificando o meu platô. A conta é simples: comer menos calorias do que se gasta. Se seu peso está parado por muito tempo é porque tem alguma coisa errada.

Escrever aqui sempre me ajuda e me dá fôlego pra continuar. Então, pra compartilhar com vocês esse meu momento de peso parado, fiz mais uma paródia! É uma paródia da música do Legião Urbana, Será. Estou sem violão então acabei pegando essas bases de karaoquê pra poder montar o vídeo. O tom ficou meio ruim, meio baixo, mas o que vale é a letra! Cantem comigo!





Eu sempre pensei assim
se comer pouco, vou emagrecer!
Cenoura, ovo e campim
Peso eu queria mesmo perder

Achei que tava indo
E nos oitenta a balança já parou
Você pode até duvidar
Acho que isso é um platô!

Será: comi muito feijão?
Será: preciso mais é correr?
Será: aquele empadão?
Será: vou nunca mais emagrecer!
Platô!

No almoço como alface, 
Nada de arroz ou macarrão.
O bife é grelhado
Sem molho, queijo ou requeijão

Não tem batata fita
Calabresa, maionese e petit gateau
Você pode até duvidar
Acho que isso é um platô!

Será: comi muito feijão?
Será: preciso mais é correr?
Será: aquele empadão?
Será: vou nunca mais emagrecer!
Platô!

Cantar pra que
Pra emagrecer
Tem que esforçar
Tem que correr
Ralar pro ritmo eu não perder
Falta pouco agora
Pra emagrecer

domingo, 14 de julho de 2013

Uma simples frase...

Ontem aqui em Juiz de Fora foi dia da Corrida da Fogueira. É um corrida super tradicional e está na sua 66ª edição. O percurso é de 7,3 km e é feito numa das principais avenidas da cidade.
Além do marido e das amigas de grampo, dessa vez o Matheus, meu primo que mora em BH, também participou do evento!
Mas pra mim, essa não foi uma corrida qualquer. Já explico:
Durante o percurso, várias pessoas estavam assistindo os corredores passarem pela avenida. E enquanto eu passava, no meu trote lento e suado, ouço um rapaz falando de mim: "A onde essa gorda pensa que vai?!".
Olhei na direção desse moço e o vi virando para o amigo dele e rindo do meu tamanho, enquanto apontava pra mim.
Não havia outra pessoa gorda por perto, e por isso tenho praticamente certeza de que o rapaz falava de mim. 
De qualquer forma, sendo pra mim ou não, abracei aquela frase como motivadora. Pela minha cabeça passou um filme. Um filme que ainda não teve final, mas que será feliz com certeza. Um filme de uma luta diária de uma obesa que teve a grandeza de assumir a sua pequenez diante dessa doença e que até hoje eliminou 47 quilos com a ajuda da Gastroplastia. 
Eu já estava terminando o segundo quilômetro da corrida e aquele era meu momento de parar e andar um pouco, até ganhar fôlego para voltar a correr. Mas a frase ficou ecoando na minha cabeça e eu não consegui parar. Respirei fundo e corri por mais 1 quilômetro sem parar (Pra vc que não corre, pode parecer pouco, mas pra mim é muito!)! No total, bati meu recorde, correndo 3km (cerca de 23 minutos) consecutivos. Foi uma grande vitória pra mim! Mesmo! 
Conviver com a obesidade por anos, me deixou calejada com essas situações e não abaixei a cabeça. Claro que não é uma situação confortável e obviamente não gostaria de passar por isso novamente, mas consigo superar! 
Essa corrida pra mim teve sensação de superação mesmo. Com relação ao ano passado, melhorei 12 minutos meu tempo. Ano passado fiz em 68 minutos e esse ano completei a prova em 56! Fiquei muito feliz! 

Que venha a Corrida da Fogueira de 2014!


Amigas de Grampo: Roberta e Mônica
(Sim! Eu corri de maria chiquinha!)

Agora eu consigo: Puxar a perna direita com a mão direita!
Antes eu puxava  a perna direita com a mão esquerda! :)
Valeu até uma foto!

Marido e primo


sábado, 29 de junho de 2013

Ideias soltas, assuntos aleatórios...

Vamos a uma postagem com assuntos aleatórios ilustrados?!

1) Férias
Estou de férias do trabalho. Ainda estou tendo aulas na faculdade, mas pelo menos estou mais tranquila sem ter que ir trabalhar. Dá mais tempo pra estudar e pra cuidar de mim. Além de curtir um pouco com o meu sobrinho!

2) Elíptico
Já que estou de férias, resolvi alugar um elíptico para poder fazer em casa. Me propus a fazer pelo menos 30 minutos por dia para tentar dar um gás no emagrecimento.

Dá-lhe elíptico!

Meu sobrinho me acompanhando no elíptico!




















3) Meia fina
Gente! Eu agora me enquadro naquele quadrinho de tamanhos de meia fina! Eu sempre comprava a maior e nem sempre me cabia! Agora eu consigo ver qual tamanho é o melhor pra mim usando a minha altura e peso! Lindo de viver!


Eu trabalhada na meia fina!

Quadro que mostra qual tamanho da meia fina é o ideal
para você



4) Calça de ginástica
Bem vinda, calça P!
Desde que comecei a praticar atividade física, eu uso a calça de ginástica de uma loja específica aqui da minha cidade. Comecei usando GG. Quando vi que a GG tava ficando grande, fui até essa loja e comprei a G sem nem experimentar. Agora a G já tava ficando bem grande... fui até a loja e fiz o mesmo esquema: embrulha a M que eu vou levar. Ainda brinquei com a vendedora falando assim: "Essa loja faz parte do meu emagrecimento. Comecei usando GG, depois G e agora to levando a M. Em breve volto pra buscar a P!".
Cheguei em casa e vesti a calça nova pra poder fazer meu elíptico. E ficou grande. Achei que poderia ser algum erro de confecção. Voltei até a loja e experimentei outra M. Ficou grande também. Bem timidamente, pedi uma P, já pensando que iria ficar apertada e eu teria que escolher então outro modelo. Fui vestindo, vestindo e vestiu! Minha calça de ginástica agora é P! Uhuuul!!! A moça da loja me falou: "Vc disse mesmo que ia voltar pra buscar a P, hein?! Só não achei que fosse ser tão rápido! hahaha".



Chá Seca Barriga!
5) Chá
Nessa onde de ficar em casa, acabei descobrindo um chá sensacional. Ele tem o nome de "Seca Barriga". Eu brinquei com o meu sobrinho que se o chá seca barriga, tem que vir com uma toalha dentro dele! hahaha Só assim mesmo! To tomando só porque é gostoso mesmo e não porque ele seca a barriga! Ele é um mix de chás que vem com hortelã, chá verde, cavalinha, hibiscus e fucus. Comprei na loja Ponto Natural. É uma loja super bacana que tem em todo o Brasil. Além do mais, achei a cor dele muito linda!




6) Lojas de gordo
Alguém aí entra nessas lojas que tem manequim gordo na vitrine? Nossa! Acho tão feio quando colocam manequins gordos assim na vitrine. Sei lá... acho que é um preconceito meu comigo mesma! Mas eu não entrava nessas lojas. Acho que o comércio poderia ser mais sútil ao dizer que trabalha com tamanhos especiais.
  #EsseManequimNãoMeRepresenta



Quem quiser me seguir no Instagran, é só procurar por @Carol_Estomagonovovidanova

E pra finalizar e descontrair:


E por hoje é isso! Assuntos aleatórias e ideias soltas! :)









domingo, 2 de junho de 2013

Ei! Comida não é carinho!

Passei parte do feriado na casa da minha vó. Fiz cia pra ela durante o dia e dormi por lá. Casa de vó é sempre uma fartura de comida e na casa da minha isso não é diferente. Acho que ela esquece que eu fiz redução de estômago. Ela fez uma broa de fubá da roça sensacional, café quentinho, leite, nescau, biscoito, requeijão, queijo, presunto, torrada... ufa! Quanta coisa. Faltou só o pão de queijo! hehehe Mas não tem jeito de comer tudo que ela coloca na mesa. Acabei escolhendo a broa e pronto. Não dá pra comer mais nada. Mas pra minha vó isso não vale! Ela fica falando: "mas vc só vai comer isso?!" , "vc não vai comer nem mais um pedaço?!".

No almoço não foi muito diferente. Mas achei super fofo que ela comprou alface e tomate pra mim! Mas fez também macarrão, arroz, batata frita, frango e feijão. Comi o alface com tomate, feijão, frango e umas batatinhas! Além da frase "Vc vai comer só isso?", ela insistiu em falar que eu não estava comendo o arroz nem o macarrão. "Vc não gosta mais de macarrão?!". 
Na minha cabeça eu pensava: é que eu já estou comendo batata frita. Então não vou comer nem o macarrão nem o arroz. Muito carboidrato. 

Mas minha Vó já tem 86 anos e explicar essas coisas pra ela não dá, e eu sei que esse tipo de conhecimento não faz parte da vida dela. Resumi em responder que hoje não ia querer.


Acho interessante que essa cultura acompanhou a família. Minha mãe é assim também. Me lembro nos primeiros meses de cirurgia, estávamos almoçando e eu coloquei aquele pouquinho de comida no prato e vi minha mãe chorando porque eu não podia comer mais. Ela me vê comendo salada e não entende que eu tenho que ser vigilante pra sempre e que a cirurgia não é uma fórmula mágica. Ela acha que eu sofro por não poder comer a quantidade que eu comia antes. Ledo engano. Sou muito feliz!

Comida está longe de ser carinho. Muito longe. Comida é fonte de proteínas, carboidratos, lipídios e etc. Amor a gente encontra num abraço, num beijo, num sorriso... não num prato de comida!

sábado, 25 de maio de 2013

Amigas de Grampo

Já falei sobre as Amigas de Grampo aqui no blog. Tem 1 ano que participo do grupo e não perco os encontros por nada. São meninas (são só meninas porque os meninos são muito tímidos e nunca aparecem... mas são super bem vindos!) que já operaram e se reúnem todo mês para trocar experiências sobre a cirurgia de redução de estômago. Criamos laços que vão além dos grampos e isso é fantástico.
No nosso grupo temos pessoas que já operaram há mais tempo e já fizeram as plásticas reparadoras, mas também temos meninas com 3 meses de operadas! Algumas começaram a frequentar o grupo antes de operarem e dizem que foi fundamental para que elas criassem força para realmente fazer o procedimento. 
Ver que somos pessoas normais, que comemos e bebemos como pessoas normais, porém numa quantidade um pouco menos normal é um grande incentivo.
No mais, fica aqui registrado minha admiração por todas elas. As que já operaram há mais tempo, pelo sucesso que tiveram, e as mais novas pela perseverança. São meninas que conviveram com a obesidade mas estão dando a volta por cima em grande estilo.
Obrigada pela amizade de vcs!